CALL FOR PAPERS YUYAY Vol.3 #1

2024-02-03

A gamificação, a inteligência artificial e as artes como ferramentas para o ensino no século 21.

O papel do professor ao longo da história foi crucial para o desenvolvimento de grandes civilizações e sociedades. Ao longo do tempo, os educadores tiveram que se adaptar a diferentes épocas, desempenhando múltiplos papéis, incluindo facilitador, mediador, moderador, designer e produtor de material educativo, entre os mais proeminentes. No contexto do século XXI, os professores devem ser resilientes, receptivos -inovador, comunicativo, inclusivo, observador, empático e atencioso- e promotores da inovação inclusiva, utilizando todos os recursos disponíveis para garantir uma aprendizagem sustentável.

Com o surgimento das inovações tecnológicas, que se tornaram parte integrante do processo de ensino-aprendizagem, surge o desafio de adaptar a educação às novas gerações de alunos -mais adeptos à tecnologia-, e aos que apresentam necessidades educativas especiais (NEE). Isto motivou que os professores expandissem os seus horizontes e explorassem campos como a gamificação, a inteligência artificial (IA) e a arte, integrando-os como ferramentas essenciais na sua prática docente.

Russell e Norvig, no seu influente e-book sobre Inteligência Artificial, afirmam: “A inteligência artificial já faz parte do âmbito dos métodos científicos”. Esta afirmação destaca a importância da IA hoje, não só como uma tecnologia emergente, mas também um componente fundamental na investigação e na ciência.

 

No contexto educativo, a integração da inteligência artificial não deve ser percebida como um substituto do professor, mas como uma ferramenta poderosa que enriquece e transforma o processo educativo. A IA tem a capacidade de analisar dados, personalizar experiências de aprendizagem e fornecer feedback imediato, redefinindo o conceito da sala de aula tradicional e abrindo caminho para uma educação mais dinâmica e centrada no aluno.

A abordagem de Russell e Norvig sobre a IA destaca que esta não é simplesmente uma tecnologia adicional, mas uma ferramenta integral nos métodos científicos. Na educação, adotar esta mentalidade significa reconhecer que a IA pode fortalecer o papel do educador, permitindo que este se concentre em orientar, inspirar e facilitar a aprendizagem, enquanto a tecnologia cuida de tarefas mais cotidianas.

Considerar a IA como uma ferramenta essencial na educação, tal como a gamificação –uma abordagem pedagógica pioneira– significa abraçar a inovação e promover um ambiente de aprendizagem adaptado às necessidades individuais de cada aluno. Desta forma, a IA torna-se um aliado fundamental para transformar o modelo de ensino tradicional num modelo mais ativo, participativo e personalizado.

Por outro lado, as artes despertam a criatividade e a sensibilidade dos alunos, eles estimulam o pensamento crítico e enriquecem a aprendizagem, potencializando as inteligências múltiplas segundo Gardner (1995). Além disso, as artes são um recurso reflexivo, inclusivo e adaptável a qualquer área do conhecimento, servindo de ponte entre a cultura e a aprendizagem.

Este número propõe ampliar a análise da utilidade e eficácia destas ferramentas no ensino do século XXI, com base nas experiências de professores de diversas disciplinas e nos resultados obtidos nas suas aulas, tanto no ensino superior como no ensino médio. O objetivo compartilhar com a comunidade educativa abordagens e metodologias inovadoras, adaptadas ao perfil e experiência de cada professor, para garantir uma aprendizagem sustentável aos alunos.

O objetivo é oferecer uma plataforma para apresentação de artigos científicos que avaliem a relevância da incorporação de ferramentas inovadoras no ensino. Nessa revista serão acolhidos reflexões (ensaios), resultados de pesquisas (artigos formais) e relatos de experiências pedagógicas (estudos de caso, análises morfológicas, produtos criativos etc.), focados na gamificação, na IA e na arte como ferramentas educacionais no século XXI.

Ing. Monserratt Mogrovejo Rosero, Mgtr.
Professora de língua estrangeira, tradutora e intérprete.
Coordenadora da edição

Universidade das Artes – Equador